![]() |
Convergências e divergências |
Mantive recentemente um diálogo inbox com
um jovem que se declara “evolucionista teísta”. O resultado (com a omissão do
nome dele, evidentemente) você pode conferir abaixo:
Fulano: Cara, é por causa de “cristãos” como você que
o cristianismo tem sido duramente criticado pelos círculos de intelectuais, não
só aqui no Brasil como no mundo. Mesmo aceitando a evolução, jamais deixei de
ser cristão, de ir à igreja, de crer na Bíblia, pois não vejo um conflito real
entre a ciência e a fé. E, diferente do que vocês criacionistas fazem, não
preciso “adaptar” a ciência para encaixar com a fé. Aceito a ciência como ela
é. E ela em hipótese alguma contradiz minha fé. Tem muita gente por aí que diz
que se você não crer que o mundo foi criado em seis dias você não é um “cristão
bíblico”, um crente verdadeiro, etc. – seja o que for que isso signifique. Isso
é uma tremenda bobagem! Você pode, sim, viver no século 21 e ser um cristão,
sem cometer suicídio intelectual.
Michelson: Amigo Fulano, antes de mais nada, por favor
leia isto (clique aqui). Chamar de bobagem a crença dos outros
também depõe contra seu cristianismo, já que Cristo nos ensina a ser
respeitosos.
Fulano: Já vi seu site umas mil vezes. Pelo fato de
acreditar que uma mulher foi “inspirada” por Deus, e pelo de acreditar nas suas
sandices, é natural que você rejeite a realidade. Uma coisa eu posso te
garantir: nenhum dos apologistas de que você e sua trupe faz uso aceita o
criacionismo. Vocês tem feito um desserviço ao cristianismo. Falar de
criacionismo da Terra jovem é como dar um tiro no próprio pé dentro da
apologética. O problema é que a maioria dessas defesas do criacionismo e
ataques à evolução teísta usam de alguns artifícios que me deixam indignado.
São eles: Ciência-lixo: argumentos como o da poeira lunar, força do campo
magnético e bobagens desse tipo. Lógica-lixo: argumentos do tipo “não pode
ser...”, argumentos “straw-men” (ou homem-pauzinho), simplificações
grosseiras e todas as outras falácias de lógica que você pode imaginar.
Teologia-lixo: “Creia no que eu creio, senão você não é realmente um cristão.”
Michelson: Amigo, não estamos aqui para evitar tiros no
pé, mas para ser fiéis à Palavra de Deus (até porque muitos mártires deram a
vida por isso). Lembre-se de que Jesus, Paulo e outros foram criacionistas que
atestaram a historicidade do relato da criação em seis dias e de Adão e Eva. De
minha parte, nunca disse que por alguém não crer no criacionismo isso faz dele
menos cristão. Sempre apoiei e apoio o ministério de apologistas como William
Craig, Plantinga, Strobell e outros. O cristianismo me ensinou a ser tolerante.
E, assim como você, também amo a verdadeira ciência (galileana, experimental,
empírica). Assim como também amo a boa teologia. Corretamente compreendidas, a
boa teologia e a boa ciência estão de acordo.
Fulano: Gostaria muito que o que você diz fosse
realmente verdade, mas no fundo sabemos que não é.
Michelson: “No fundo sabemos”, não! Eu bem sei em Quem e
no que eu creio. Você acha que Jesus e Paulo estavam errados?
Fulano: Deixo que os verdadeiros especialistas
respondam a isso. N. T. Wright, Alister McGrath e outros teólogos falam sobre a
forma como Paulo via Adão. Mas é obvio que você irá rejeitar as
observações desses especialistas, porque vai de encontro ao que sua profetiza
disse a respeito. Uma mulher sem nenhuma formação acadêmica.
Michelson: Sinceramente, não preciso de Ellen White para
defender a visão criacionista que esposo. Aliás, não são apenas os adventistas
que defendem esse ponto de vista.
Fulano: Sim, os pentecostais também, kkkkkkkk.
Michelson: Infelizmente, sua visão é preconcebida e
preconceituosa. O fato de Ellen White não ter tido formação acadêmica não a
descredencia, assim como não descredenciaria Paulo, Isaías, João Batista...
Fulano: Mas católicos, anglicanos, boa parte dos
reformados, incluindo presbiterianos, metodistas, etc. rejeitam uma visão
literal do Gênesis. Mas esse é outro assunto...
Michelson: Não são apenas os pentecostais. Conheço
acadêmicos da Mackenzie e batistas como o Dr. Marcos Eberlin.
Fulano: Marcos Eberlin? Adauto? Que pena que os
profetas não ensinaram ciência, por isso não preciso tomar o relato de Gênesis
literalmente.
Michelson: Non sequitur...
Fulano: Interessante que até o Behe em seu
livro Darwin’s Black Box não nega a evolução
Michelson: Sim, Behe é católico e, por consequência,
adota (talvez sem saber) uma teologia liberal, assim como você.
Fulano: E vocês chegam ao cumulo de negá-la. Negam
uma Terra antiga e outros consensos científicos.
Michelson: No fundo, meu amigo, é tudo uma questão de
cosmovisão e de base teológica. Há boas pessoas defendendo a teologia liberal e
boas pessoas defendendo o método gramático histórico.
Fulano: É engraçado, porque quando Dawkins e os
demais criticam o cristianismo, ele critica um estereótipo da religião. Vocês
xiitas fundamentalistas.
Michelson: Gostaria de entender qual a consistência
lógica desta sua afirmação: “Que pena que os profetas não ensinaram ciência,
por isso não preciso tomar o relato de Gênesis literalmente.” Dawkins? Tem
certeza de que ele faz isso? Você já leu Deus, Um Delírio?
Fulano: Eles [os profetas] não se preocuparam e nos
transmitir um relato cientifico das origens. Mas o ponto central é que Deus
criou todas as coisas. A forma, ou seja, o método dependia da cosmovisão da
época.
Michelson: Você deveria estudar mais a Bíblia e sua
coerência interna. Quanto a Dawkins, ele procura “detonar” o Deus da Bíblia, o
mesmo Deus em quem você diz crer. O foco dele não são apenas os
“fundamentalistas”.
Fulano: Rapaz, tenho livros ótimos de teologia. E o
foco principal de Dawkins são, sim, os fundamentalistas.
Michelson: Então os leia, mas não apenas os que
concordam com sua visão.
Fulano: Ele tacha vocês de inimigos da razão,
justamente por negarem a evolução biológica e, consequentemente, uma Terra
antiga.
Michelson: “O deus do Antigo Testamento é provavelmente o
personagem mais desagradável de toda a ficção: ciumento e orgulhoso disso; um
maníaco por controle, miserável e injusto; um abusador vingativo, eugenista
sedento por sangue, misógino, homofóbico, racista, infanticida, genocida,
filicida, pestilento, megalomaníaco, sadomasoquista e caprichosamente malévolo”
(Dawkins). Acho que você ainda crê no Antigo Testamento, né?
Fulano: Sim, e sei bem quais são as críticas do Dawkins.
Michelson: Amigo, criacionistas não negam necessariamente a
Terra (inorgânica) antiga. Mas afirmam que a vida na Terra remonta a seis,
sete, dez mil anos. E não negamos a “evolução biológica”, desde que o termo
“evolução” seja bem compreendido. Trata-se da hipótese macroevolutiva
filosófica que nega as Escrituras, ou apenas da diversificação de baixo nível,
com a qual podemos concordar, porque é fato?
Fulano: Vocês confundem tudo. A macroevolução nega a Deus?
O que nega a Deus são as concepções filosóficas retiradas da evolução. A
ciência evolutiva em nada nega a existência ou inexistência de Deus.
Michelson: A macroevolução não nega a deus, nega apenas
o Deus da Bíblia.
Fulano: Não, nega a interpretação adventista da
Bíblia. Até porque, se os dias da criação não forem literais, vocês serão os
mais prejudicados com isso.
Michelson: Se o assunto fosse apenas a questão da seleção
natural, por exemplo, não haveria nenhuma negação de Deus, mas quando se
extrapolam os argumentos para o campo da filosofia, aí a coisa complica. Darwin
não tratou, em seu livro, da origem das espécies, apenas da diversificação
delas. Isso porque ninguém sabe ao certo (no campo da ciência) como a vida
começou. Mas afirmar que ela proveio de material inorgânico, organizando-se
espontaneamente, adquirindo complexidade e negando a semana da criação, a
história do pecado e a origem da morte em consequência disso - sim, isso é
negar o Deus da Bíblia.
Fulano: Não é à toa que, por esse motivo, inúmeras igrejas
cristãs, que não compartilham vossas crenças, já aceitam a evolução ou
macroevolução. Vocês negam uma teoria cientifica por causa das concepções
filosóficas que alguns tiram dela?
Michelson: Amigo, o fato de igrejas cristãs adotarem
esse ou aquele ponto de vista não me ajuda em nada. No passado, o catolicismo
defendeu o geocentrismo aristotélico. Se vivesse naquele tempo, você abraçaria
essa visão? Há igrejas (a maioria delas) que adotaram a visão antropológica
dualista grega/pagã e o dogma do inferno eterno. Vou embarcar nessa também?
Fulano: A questão não é nem mesmo o catolicismo em
si. Cara, isso são questões teológicas. Estou falando de questões de cunho
científico.
Michelson: Bem, o catolicismo é maior religião cristã.
Sob seu ponto de vista, se os católicos são evolucionistas, também devemos ser.
Não devemos estar com a maioria?
Fulano: Não.
Michelson: Falar de evolução e não enveredar para a
teologia/filosofia é quase impossível. Estou apenas tentando mostrar que a
questão é bem mais complexa.
Fulano: O evolucionismo é a melhor explicação que
temos para a especiação e o registro fóssil.
Michelson: Se quer ficar estritamente no âmbito
científico, me diga como a vida começou? De que forma podemos explicar a
explosão cambriana? Como explicar o aumento de informação genética necessário
para o “surgimento” de novos planos corporais e novos órgãos funcionais? Os
estratos plano-paralelos na coluna geológica... Sem links, por
favor. Gostaria de conhecer sua opinião.
Fulano: Todas as objeções criacionistas já foram
respondidas.
Michelson: Você se diz cristão. Ok. Então acredita que
Deus foi utilizando o método de tentativa e erro até chegar ao ser humano? Que
Deus Se valeu da seleção natural e da mortandade e da predação e da crueldade
para a aprimorar a vida?
Fulano: Não sei por que vocês ainda insistem nisso.
Ele deixou que a natureza seguisse o seu próprio curso.
Michelson: Então acabei de descobrir que você é deísta,
não teísta. E realmente fica difícil dialogar com alguém que não crê num Deus
de amor que além de Criador é mantenedor da natureza.
Fulano: Sou teísta, apenas respeito as leis da
lógica. Deus pode muito bem ter supervisionado todo o processo. Ou usado até
mesmo a evolução como método
Michelson: Você não crê na literalidade de Gênesis,
logo, não crê no relato da queda, do pecado e da morte consequente. Assim,
precisa explicar de que maneira o mal se originou num universo criado por um
Deus bom, e por que existe morte. Deus criou a morte como elemento
“purificador” de sua criação? Teria Ele guiado o cruel processo evolutivo? E se
a história do pecado é mito, Jesus ceio à Terra morrer por que mesmo?
Fulano: Milhões de anos atrás, surgia o nosso
ancestral mais antigo, o Ardipithecus ramidus, com aproximadamente
4,4 milhões de anos, dando origem a outros gêneros, como o anamensis,
afarensis, africanus, aethiopicus, boisei, crassidens e robustus. A partir
deste, começa a distinção anatômica e o processo de transição para o homo
(rudolfensis, habilis, ergaster, erectus, heidelbergensis, neanderthalensis e
sapiens) sempre de forma ramificada e não linear. Paralelamente, surgiam
evidências físicas da construção e aprimoramento de oldovanas referentes ao
períodos geológicos em questão. O ponto crucial aqui gira novamente em torno da
pergunta: ‘Quando nos tornamos humanos?’ Certamente, quando nós atingimos os
padrões distintivos de estruturas anatômicas e comportamentos (autoconsciência
e senso moral) que ainda podem ser encontrados atualmente, o que ocorreu muito
provavelmente entre 100~150 mil anos atrás, com o gênero Homo. Romanos 5:12 nos
diz que através de Adão (já evoluído como espécie Homo sapiens), o
pecado entrou no mundo e assim a morte veio a todos os homens, porque ‘o
salário do pecado é a morte’ (Romanos 6:23). A chave para essa questão é nos
atentarmos ao fato de que os humanoides (que não significa humano) anteriores à
nossa espécie não poderiam pecar porque não possuíam senso moral e, portanto,
não poderiam ser julgados ou sequer poderiam ser chamados de homens.
Michelson: Você realmente acredita nesse seu Ctrl-C
Ctrl-V?
Fulano: Não precisa ser assim [referindo-se às minhas
perguntas anteriores]. A obra de Jesus tem a ver conosco agora. A história da
criação nos fala da nossa condição espiritual no presente, ou, mais
precisamente, antes da encarnação e morte de Jesus Cristo. É dessa condição
espiritual que a redenção depende, e não da verdade histórica, literal de um
mito oriental de criação, baseado na existência de um homem chamado Adão.
Michelson: Como que a morte poderia ter vindo por meio
desse “Adão” evoluído, se antes dele bilhões de organismo já haviam morrido? E
você vem me falar em “lógica”? Você percebe seu problema? Você tem uma fé
seletiva. O que convém das Escrituras, você crê. O que não concorda com sua
lógica semi-deísta, você descarta. Eu creio num Deus todo poderoso que seria
capaz de criar o Universo em seis segundos ou em seis milhões de anos, mas que
preferiu criar a vida neste planeta em uma semana literal. E deixou esse relato
simples registrado nas páginas sagradas. Suponho que você também chama de mito
a travessia do Mar Vermelho, a história de Jonas, a destruição de Sodoma, o ato
de Jesus caminhar sobre as águas, a multiplicação dos pães e peixes e a
ressurreição. Todos esses eventos contrariam o conhecimento científico atual.
Me perdoe, mas acho que você não é mesmo cristão. É, no máximo um deísta
beirando a descrença.
Fulano: Eu sou tão cristão quanto você. Não preciso
rejeitar o conhecimento cientifico para permanecer cristão. Você está me
confundindo com um liberal. Eu só não aceito a literalidade do Gênesis.
Michelson: Você percebe que a coerência existe apenas em
dois extremos? Para ser coerente, ou a pessoa abraça o ateísmo/naturalismo e a
macroevolução, ou abraça o criacionismo teísta que aceita todos os milagres
descritos na Bíblia, inclusive o da criação. Dawkins já entendeu isso. Mas
muitos cristãos, não. Sua descrença é realmente muito seletiva... Repito: todos
os profetas, autores bíblicos, apóstolos e Jesus criam no que você não crê. E
eu fico com eles. Se desacreditarmos do relato da criação em Gênesis,
comprometemos toda a teologia bíblica.
Fulano: Você está dizendo que ou eu sou um
criacionista da Terra jovem, ou eu sou um ateu evolucionista?
Michelson: Não falei em “Terra jovem”, porque isso não
vem ao caso. Defendo a “vida jovem”.
Fulano: Ok.
Michelson: Prefiro me posicionar ao lado de cientistas
do quilate de Isaac Newton, para os quais a Revelação de Deus não contradizia a
boa ciência, e vice-versa.
Fulano: O debate não é evolução x criacionismo. O
debate é naturalismo x criacionismo. E a macroevolução é uma sucessão de
microevoluções baseadas no princípio lógico da seleção natural.
Michelson: Definindo corretamente: naturalismo x teísmo
(primeiro passo). Criacionismo x macroevolução (segundo passo). No primeiro
passo, me posiciono ao lado dos apologistas que mencionamos no começo. Mas,
quando o assunto envereda para a origem da vida, defesa do inferno eterno,
etc., “pulo para fora do barco” e fico com a Bíblia, em sua totalidade.
Macroevolução não se trata de uma sucessão de “microevoluções”, mas da ideia
absurda da abiogênese e da crença ilógica de que informação complexa e
específica pode surgir do nada e se tornar cada vez mais complexa. Existem
limites para a modificação entre os seres, e isso se percebe com eles em vida,
como no caso das experiências com as drosophilas. Quanto ao registro fóssil, aí
a interpretação e a especulação assumem o controle.
Fulano: Eu não posso me considerar um cristão de verdade,
caso aceite a macroevolução?
Michelson: Você pode se considerar o que quiser. Só que
cristão, na acepção da palavra, é uma pessoa que crê como Jesus.
Fulano: A literatura de biologia está repleta de
exemplos. Uma pesquisa na PubMed sobre “gene duplication” retorna mais de 6.000
referências.
Michelson: Gene duplication é uma coisa.
Gene a partir do nada é outra. Duplicar uma informação não significa
modificá-la a ponto de dar origem a novas estruturas complexas e funcionais.
Fulano: Amigo, a evolução não trata da origem da
vida. Isso é um trabalho para os químicos.
Michelson: Sim, não deveria tratar. Mas o título da obra
seminal evolucionista não é A Origem das Espécies? E Dawkins et
caterva não vivem falando da origem da vida?
Fulano: Um mecanismo onde é mais comum de ocorrer
aumento de informação é a duplicação genética, onde um longo pedaço de DNA é
copiado, seguindo por mutações pontuais que mudam uma ou ambas as cópias.
Sequenciamento genético tem mostrado vários casos onde isso fez surgir novas
proteínas. Por exemplo: duas enzimas na síntese da histidina foram formadas,
evidências mostram, via duplicação genética e fusão de duas sequências
ancestrais (Lang et al. 2000). RNASE1, um gene para uma enzima pancreática, foi
duplicado, e em macacos langur uma das cópias sofreu mutação para RNASE1B, que
funciona melhor no intestino mais ácido do macaco (Zhang et al. 2002). Levedo
foi colocado em um meio com pouco açúcar. Após 450 gerações, genes que
transportam hexose duplicaram várias vezes, e muitas das versões duplicadas
sofreram ainda mais mutações (Brown et al. 1998).
Michelson: E depois de todas essas pesquisas e
descobertas, os macacos langur continuaram sendo macacos langur e levedo
continuou sendo levedo. Assim como os tentilhões de Darwin continuam sendo
tentilhões; as moscas-das-frutas continuam sendo o que são, e por aí vai.
Acreditar que essas modificações limitadas poderiam transformar um macaco em um
ser humano (calma, estou brincando) é extrapolação. Eu pareço estar dialogando
com um evolucionista ateu, sabia?
Fulano: Eu não sou ateu!
Michelson: Eu sei que não. Apenas não crê que a Bíblia seja a
revelação de Deus; descrê de alguns milagres, mas de outros não; e não aceita a
visão criacionista defendida por Jesus, Paulo e outros?
Fulano: Você pode muda de ideia, cedo ou tarde
Michelson: Procuro manter a mente aberta, até porque foi por
isso que deixei de ser evolucionista e abracei o criacionismo. E espero que
essa seja também a sua postura. Se me permite, quero orar por você e manter
nossa amizade cristã.
Fulano: <Emoticon like>
Michelson: Afinal, se ambos cremos em Cristo, isso se torna um
forte elo. Se aceita um conselho, continue lendo sobre ciência (como eu faço
sempre), mas não descuide da leitura da Bíblia e de livros teológicos e
devocionais. Conheci muitos jovens que acabaram abandonando absolutamente a fé
por se dedicar demais a leituras que colocam a Bíblia em cheque e deixar de ler
a própria Bíblia.
Fulano: Eu quase abandonei, enquanto mantive minhas
posições criacionistas.
Michelson: Bem, eu tive outra experiência. Quase me tornei
agnóstico por manter uma cosmovisão baseada na teologia liberal. Apenas me
encontrei e pude harmonizar devidamente a ciência (que sempre amei) com a boa
teologia quando me tornei criacionista. Você, como eu, deve crer que a Palavra
de Deus não é apenas um simples livro. Que ela tem poder para transformar a
mente e a vida das pessoas. Então continue lendo a Bíblia com o coração e a
mente abertos.
Fulano: Amigo, foi um prazer, mas terei que me
retirar. Devo almoçar agora. Se ainda desejar, podemos nos falar mais a tarde.
Michelson: Também foi um prazer conversar com você. Creio na
utilidade dos diálogos respeitosos que discutem ideias. Fique com Jesus,
Fulano. Deus, o nosso Criador, te abençoe e a mim também.
“Guarda o depósito que te foi confiado,
tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da falsamente chamada
ciência” (1 Timóteo 6:20).
“Há um esforço constante para explicar
a criação como sendo resultado de causas naturais. Até mesmo professos cristãos
aceitam o raciocínio humano contrário aos fatos apresentados nas Escrituras.
[...] Essas mesmas pessoas aceitam avidamente as suposições apresentadas por
geólogos que contradizem o relato de Moisés. [...] Aqueles que duvidam dos
registros do Antigo e do Novo Testamento serão levados a dar um passo a mais e
passarão a duvidar da existência de Deus. Então, ao perderem sua âncora,
ficarão batendo de um lado para outro nas rochas da incredulidade e do
desespero. [...] Céticos, por meio de uma compreensão equivocada, tanto da
ciência quanto da revelação, alegam ter encontrado contradições entre elas;
mas, quando corretamente entendidas, elas estão em perfeita harmonia. [...]
Aqueles que fazem da Palavra Escrita o seu conselheiro encontrarão na ciência
um ponto de apoio para entender Deus” (Ellen White, Os Escolhidos,
p. 64, 65, 66).
http://www.criacionismo.com.br/2015/05/dialogo-com-um-cristao-evolucionista.html
Nenhum comentário:
Postar um comentário